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Cura gay: Entenda por que terapias de conversão sexual são um equívoco

Psicólogos e outros profissionais de saúde adeptos da chamada "cura gay" poderão ser penalizados com até 3 anos de prisão e multa.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2022

Parlamentares franceses aprovaram recentemente uma lei que criminaliza qualquer tentativa de "terapias de reorientação" sexuais, que buscam impor a heterossexualidade normativa a lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Com a nova legislação, semelhante à adotada no Canadá no ano passado, psicólogos e outros profissionais de saúde adeptos da chamada "cura gay" poderão ser penalizados com até 3 anos de prisão e multa de 45 mil euros, o equivalente a R$ 266 mil.

No Brasil, métodos de reversão de orientação sexual são proibidos pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) desde 1999. No entanto, nos últimos anos, o assunto tem retornado à pauta, levando o órgão a se mobilizar na Justiça para evitar o enfraquecimento da resolução que trata do tema, a 01/99. Foi somente em 2020 que o Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu uma ação popular que buscava, desde 2017, regularizar práticas de conversão sexual.

Mesmo sendo consenso junto à comunidade científica, por que, tantos anos depois, essa mobilização brasileira e leis como a francesa e a canadense ainda são necessárias? Qual o caminho para que a sexualidade da população LGBTQIA+ seja respeitada? Especialistas explicam essas e outras questões relacionadas ao assunto.

Por que a "cura gay" não existe?

Presidente do CFP, a psicóloga Ana Sandra Fernandes salienta que não há cura para algo que não é considerado uma patologia. Desde 1990, a homossexualidade foi retirada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID).

É por isso, enfatiza Ana Sandra, que a noção de que a psicologia poderia "curar" orientações sexuais, algo inerente à identidade de cada pessoa, não passa de um equívoco. "Entendemos que não é doença, então como reverter algo que não é doença? Esse é o nosso entendimento e é assim que orientamos os psicólogos", diz.

Não raramente, lembra ela, há grupos que ainda tentam submeter pessoas a esses tratamentos. Hoje, caso seja comprovado que um profissional foi responsável por isso, ele deve responder a um processo de ética, podendo ter cassado o direito de exercer a profissão. "A psicologia não permite que façam uso dessas práticas que comprovadamente têm promovido muito mais sofrimento, dor e exclusão", observa.

Qual o risco para pessoas submetidas a esses métodos?

O sofrimento da população LGBTQIA+ não decorre de sua orientação afetiva e sexual, mas, na maioria das vezes, das condições sociais, históricas e políticas, analisa a psicóloga. Conforme Ana Sandra, a perspectiva dominante de cultura heteronormativa atribui um sentido pejorativo às vivências e expressões dessas pessoas, prejudicando sua qualidade de vida. Ao tentar reverter essa orientação por meio de uma terapia, corre-se o risco de provocar ainda mais danos.

Segundo a presidente do CFP, o órgão revisou mais de 80 estudos relacionados ao tema e concluiu que esses métodos, além de não apresentarem eficácia, causam prejuízos como depressão, ansiedade e podem evoluir, inclusive, para tentativas de suicídio. "A pessoa não deixa de ser quem ela é. É um processo de sofrimento incalculável, uma tortura. Por isso, é extremamente importante que as nações possam rever seus códigos, suas legislações", define.

Por que ainda são necessárias leis como a aprovada na França?

A necessidade desse tipo de mobilização se deve ao fato de a sexualidade, mesmo no século 21, ainda ser alvo de vigilância, comenta o presidente do Grupo Dignidade, organização LGBTQIA+ sediada em Curitiba, Toni Reis. "Isso vem da Idade Média. Tem gente que acredita que é pecado mortal, crime ou doença, isso ainda está na mente das pessoas. Infelizmente, a nossa cultura é muito heteronormativa", salienta ele, ao recordar que, na adolescência, chegou a ser levado ao médico porque a família também entendia que ser gay era uma doença.

Qual o caminho para que haja respeito à diversidade sexual?

A criminalização das terapias de reversão sexual, aponta Ana Sandra, é importante porque estabelece limites, mas não representa o único caminho. Hoje, o CFP tem feito um trabalho de orientação e fiscalização sobre o assunto. Em 2019, o órgão lançou um livro com relatos de pessoas submetidos à "cura gay", o "Tentativas de Aniquilamento e Subjetividades LGBTIs", como forma de mostrar aos profissionais o impacto dessa prática. Apesar de não citar números, Ana lembra que ainda são recebidas denúncias para averiguação e existem processos correndo em sigilo junto à entidade.

Toni Reis observa que tratar do assunto no ambiente escolar também pode ajudar a estimular o respeito à singularidade de cada pessoa. Ele relata que uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apontou que 40% dos meninos entrevistados não gostariam de estar uma sala de aula com um colega homossexual. Esse dado, avalia ele, sinaliza a necessidade de trabalhar a não-violência nesse ambiente. A Lei 13.185/2015, que trata do bullying, pode ser uma aliada, uma vez que vítimas dessa violência costumam acumular diversos tipos de discriminação.

22-02-2022 às 00:12 Crente Conservador Bolsonarista
Quem quer se curar tem cura sim. È só ter fé.
22-02-2022 às 00:04 Zequinha
NÃO É NECESSASRIO SER ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA PARA SABER QUE A SEXUALIDADE É ALGO NATURAL, NÃO TERAPIA QUE VÁ DE ENCONTRO A NATUREZA
21-02-2022 às 15:42 Terrestre
Hey, BOY, sua louca... Volta de marte, bixa! Tão detonando sua mente por ai!
21-02-2022 às 14:41 BOY
Outra besteira que o movimento LGBT vem fazendo estimulado pelo movimento feminista , é a sexualização do corpo do homem. Mandando rapazes vestir a camisa para se proteger dos " viados " sunga vem sendo desencorajada ser usada por héteros e passando a imagem de que homem de bem usa bermuda, muitos gays nas áreas de comunicação, publicidade e moda vem trabalhando isso a serviço dos neopentecostais norte americanos escandalizados com o uso da sunga por homens no Brasil. Então deixem os homens livres e parem de ficar sexualizando os homens que muita coisa melhora.
21-02-2022 às 14:32 BOY
Movimento LGBT vem fazendo um desserviço em ficar flertando com o movimento feminista. Feministas odeiam todo tipo de homens, independente de sua orientação sexual, e usam discursos homofóbicos para tentar excluir o homem do mercado de trabalho , alegando que se a empresa não contratar mulheres , correrá o risco dos gerentes e patrões sofrer assédios de homens gays. As narrativas delas já estão montadas e com isso vem ganhando espaço. Feministas odeiam homens , independente de sua orientação sexual, a lei 14 188 de 2021 da feminista Damaris e sancionada por Bolsonaro dá o direito de elas criminalizar o homem só pelo fato de ele existir, e os gays não estão livres delas, Basta olhar o exemplo do cabelereiro gay e afeminado que foi caluniado por funcionárias alegando que elas sofriam assedio sexual, cabelereiro do Rio de Janeiro. As feministas estão no integralismo, estão na esquerda, estão na direita, estão em todos os cantos marcando ponto, inclusive se investigarem, verão feministas por trás desses projetos de cura gay. São extremamente perigosas e muito bem articuladas, fazem o que querem.