ASSINE JÁ ENTRAR
Promocao
Promocao

Modelo trans relata agressão e abuso de motorista de app

Sumé Yina, de 24 anos, postou imagem e depoimento forte sobre violência sofrida.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

A modelo, artista visual e cineasta indígena Sumé Yina, de 24 anos, postou em seu Instagram na última quinta (11) uma imagem dos ferimentos que sofreu após ter sido agredida e abusada por um motorista de aplicativo. O episódio ocorreu na madrugada de sábado (6).

Em seu relato, Sumé conta que apanhou após ter sido violada sexualmente e que teve ossos quebrado. Ela também afirma ter sofrido transfobia no hospital onde recebeu os primeiros atendimentos médicos. "Essa é a realidade das pessoas trans nesse mundo, da arte à moda, as pessoas cisgêneras não se esforçam em serem respeitáveis e atentas conosco", desabafou.

Para finalizar, escreveu: "compartilho meu corpo agredido porque sei que por mais que eu acredite na ressignificação de nossas imagens, o que eu luto pra reconstruir, ainda sofremos os mesmos ataques, ainda toda semana uma travesti é espancada até a morte no Brasil. eu ainda acredito em nossa luta e em nossas conquistas que estejamos atentas sempre que possível."

Na página do Instagram do aplicativo diversos internautas estão cobrando uma declaração da empresa que, até o momento do fechamento desta nota, ainda não havia se manifestado.

LGBTfobia é crime, com pena prevista de até 5 anos de prisão. Ao presenciar qualquer episódio de LGBTfobia, denuncie. Você pode fazer isso por telefone, ligando 190 (em caso de flagrante) ou 100 a qualquer horário; pessoalmente ou online, abrindo um boletim de ocorrência em qualquer delegacia ou em delegacias especializadas.

17-04-2023 às 20:57 Jorge
Coisa esrupida
17-08-2022 às 07:24 Crente Conservador Bolsonarista
Agora precisamos escutar a versão do motorista para apurar todos os fatos. Alguma coisa aconteceu pra o motorista ficar irritado né .
16-08-2022 às 21:09 Sincerah continuação
O motorista veio o caminho todo com um louvorzão alto e pregando que o pecado tava tomando conta do mundo, não falei nada e nem fui quieto pra casa, quando cheguei tentei avaliar a corrida, mas fui banido da plataforma sem saber porque. Quando mandei e mail me responderam apenas que eu tinha desrespeitado a política de conduta do Uber mas não disse qual. Fui hostilizado e ainda punido como um criminoso
16-08-2022 às 21:03 Sinserah
A Uber é um lixo que se diz defensora da causa LGBT, mas é tão homofóbica quanto todos. Semana passado peguei um motorista evangélico quando saia de uma sauna
16-08-2022 às 10:12 Jorge Jorge
É claro que a moça transsexual foi violentada e isso é um fato, por si só, gravíssimo. O ponto é querer relacionar isso automaticamente com transfobia ou homofobia. Não, necessariamente. E aí, Marcelo, quando você relaciona toda a agressão a uma pessoa transsexual ou gay à transfobia ou à homofobia, você, na verdade, relativiza os casos em que realmente a pessoa foi agredida em razão da sua sexualidade. Se todos são genocidas, logo ninguém é. Se toda trans agredida é vítima de transfobia, logo ninguém foi agredido por essa razão. O mesmo acontece com os gays ou mesmo com as mulheres. Se toda mulher assassinada é vítima de feminicídio, logo nenhuma será. Se todo preto agredido é vítima de racismo, logo nenhum deles será. Eis, precisamente aqui, o perigoso terreno para o qual essa militância maluca está nos levando. Agora, repita-se: a agressão a essa moça trans, por si só, é gravíssima e merece, sim, ser condenada. Se foi em virtude da transsexualidade da vítima, isto não podemos afirmar com certeza.
16-08-2022 às 08:10 Marcelo
jorge jorgete, viado vc deve ser doente, procure um tratamento! a pessoa violentada, contou o que aconteceu, vc tem problema serio em interpretar texto.
15-08-2022 às 13:18 Jorge Jorge
É condenável vê-la assim e esse criminoso merece ser identificado, processado e punido. Não há justificativa para a violência. No entanto, das palavras dela, não se depreende de que forma isso ocorreu. De novo: toda a violência, sobretudo física, é e sempre será injustificável. Ocorre que, sem conhecermos as circunstâncias, ficamos apenas com a narrativa. Por isso, Sumé deveria nos descrever o que, de fato, aconteceu. E seria importantíssimo, sim, que a imprensa buscasse a versão do acusado. Os fatos requerem vir a público, eu insisto, como fatos, não como narrativas, embora, repita-se pela enésima vez, que toda a violência é criminosa e injustificável. Agora, para podermos afirmar que a jovem foi vítima de transfobia, seja do agressor, seja da equipe do hospital, precisamos de fatos e não de narrativas. Uma coisa é muito diferente da outra.
15-08-2022 às 11:19 Dão
Infelizmente a violença nunca irá ter fim nesse mundo, seja com quem for. Pois gente endiabrada, existe aos milhão nesse mundo.