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No Dia da Celebração Bissexual, eles buscam visibilidade: 'Sair do limbo'

A advogada Amanda Claro, coautora do livro "Vidas LGBTQIA+: reflexões para não sermos idiotas", diz que a necessidade constante de ter que reafirmar pertencimento é um dos sintomas mais comuns do apagamento bissexual.

por Redação MundoMais

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2022

Nesta sexta-feira (23), é comemorado o Dia da Celebração Bissexual. A data, que serve para marcar a representação bissexual, foi criada por três ativistas americanas em 1999: Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur.

Nas redes sociais, as pessoas começaram o dia lembrando de diversos nomes famosos que são (ou eram) bissexuais: o cantor e compositor Renato Russo, a cantora canadense Alanis Morissette, a pintora mexicana Frida Kahlo e o cantor Freddy Mercury.

Segundo o Manifesto Bissexual Brasileiro, o termo define pessoas para quem o gênero não é um fator impeditivo de atração sexual ou afetiva.

A advogada Amanda Claro (*foto), mestre pela Universidade de Westminster, no Reino Unido, e coautora do livro "Vidas LGBTQIA+: reflexões para não sermos idiotas", afirma que a necessidade constante de ter que reafirmar pertencimento é um dos sintomas mais comuns do apagamento bissexual.

"Pessoas bissexuais não se sentem pertencentes tampouco são acolhidas, de fato, nem pela comunidade LGBTQIA + nem por heterossexuais. Ficamos em um limbo, um 'não lugar'. E isso é em decorrência de uma questão que pouco se fala, que é a mononormatividade", afirma.

A "mononormatividade", define a advogada, é um padrão social que impõe às pessoas que apenas seria possível se interessar sexual ou afetivamente por um único gênero. "Ou eu gosto de homem ou eu gosto de mulher. Ou eu sou lésbica ou eu sou hétero. Esse padrão social não permite a existência de pessoas monodivergentes, que são as pessoas bissexuais, pansexuais e polissexuais", diz Amanda.

"Temos o costume social de identificar a sexualidade das pessoas a partir do dado de com quem elas se relacionam. Se vemos um casal de homens, chamamos de casal gay, se vemos um casal de mulheres, chamamos de casal lésbico, se vemos um casal e homem e mulher, chamamos de casal hétero. Mas todas essas seis pessoas podem ser bissexuais", continua.

Claro afirma que, geralmente, as pessoas bi são vistas como instáveis ou promíscuas. "Como a nossa sexualidade não está tão evidente porque não é aferível por observação imediata, isso lança dúvida sobre a sexualidade de todo mundo e causa medo", diz.

Já o estereótipo da promiscuidade é uma das ferramentas de exclusão. "Como somos uma orientação sexual considerada 'instável' e que ameaça a estabilidade das outras, o caminho é nos considerar perigosos de diversas maneiras. Esse perigo e instabilidade é trazido através da atribuição de adjetivos que denotam inconfiabilidade e nos desumanizam: promíscuo, mentiroso, indeciso, traidor, portador de ISTs."

Por isso pessoas bi vivem em um lugar de constante necessidade de afirmação de sua sexualidade o tempo inteiro para ser levada a sério. "É interessante por que, para monossexuais não héteros — gays e lésbicas por exemplo —, o momento da "saída do armário" é considerado um momento divisor de águas, super difícil, que muda sua vida", analisa a advogada.

Então, pedir que qualquer pessoa bi que justifique sua presença em espaços LGBTQIA+ é uma violência e de exclusão. "Bissexuais são obrigados a 'sair do armário' muitas vezes na vida. Toda vez que negam a sexualidade de uma pessoa bi, ela é obrigada a passar por mais uma saída do armário. E isso não é justo, é ficar obrigando pessoas bis a passar por momentos de angústia e estresse constantemente", afirma.

"Por esses pequenos e grandes atos de exclusão, e ao se construir uma sociedade mononormativa em que sua orientação sexual é apagada e tratada como inexistente, pessoas bi vão adoecendo."

*Fonte: Nós/Terra

24-09-2022 às 08:36 Crente Conservador Bolsonarista
Eu acolho os animais que não tem pecado. Cada um que se vire com suas escolhas. Meus filhos são todos machos. Se vier com história de sexualidade já sabem que apaiam. Aqui em casa só tem lugar pra Adão e Eva
23-09-2022 às 18:17 Jorge Jorge
Besteira da doutora Amanda imaginar que, gays ou o que for, precisam de acolhimento. Besteira esse movimento todo. Inútil.