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App para a comunidade LGBTQIAP+ cria botão para quem estiver em perigo

O Somos+ conta com recursos como acesso às informações de impacto social, saúde e oportunidades no mercado de trabalho.

por Redação MundoMais

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2023

De acordo com levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), o Brasil registra uma morte de LGBTQIAP+ a cada 29 horas , mas alerta que o número real, muito provavelmente, é ainda maior.

Foi pensando neste problema, que uma empresa de tecnologia de São Paulo criou o aplicativo Somos+, uma plataforma digital que conta com diversos recursos, como acesso às informações de impacto social, saúde, direito, oportunidades no mercado de trabalho e principalmente a segurança para a população LGBTQIAP+.

O aplicativo desenvolveu um “botão do perigo” onde, se pressionado por 3 segundos, o sistema envia um pedido de socorro a 3 contatos de confiança cadastrados pelo usuário , sendo enviado também, junto com o pedido de ajuda, a geolocalização precisa da pessoa em perigo , para que um de seus contatos possam pedir ajuda fazendo o menor alarde possível.

“Sabíamos que precisávamos ir um pouco além na questão de auxiliar na segurança dos usuários do aplicativo. Na hora que uma pessoa LGBTQIAP+ está em perigo, a quem pode pedir ajuda? E se não tiver como pedir ajuda?”, questiona Pity Sehbe, fundadora do Somos+.

Já tendo sido referência internacional, em 2003, através do Programa Brasil sem Homofobia, o primeiro programa de governo de políticas públicas para a população LGBTQIAP+, agora vive novamente dias de terror quanto à segurança e inclusão dessas pessoas em diversas esferas da sociedade.

O relatório produzido pelo Observatório de Mortes e Violências contra LGBTQIAP+ chama atenção para o fato de que, principalmente as mulheres trans, são as mais afetadas, nos mais variados ambientes. A rejeição, desde a escola até o mercado de trabalho, tem tornado cada vez mais necessário que a sociedade civil e a iniciativa privada se envolvam nessas questões a fim de oportunizar que essas pessoas sejam mais e melhor inseridas em todas as esferas.

A empresa de tecnologia se inspirou no ‘botão de emergência’ da Uber. Segundo informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo , somente entre maio e julho (período de testes), o serviço 190 recebeu 32 chamadas de carros de aplicativo. Isso demonstra que o usuário se sente muito mais confiante em solicitar socorro sem fazer alarde, visto que a reação do ofensor é sempre inesperada.

Embora o Somos+ não tenha integração direta com os serviços de emergência , os familiares ou amigos que recebem o pedido de socorro podem acionar esses serviços e evitar que pessoas LGBTQIAP+ continue sofrendo a violência em decorrência da discriminação de gênero e orientação sexual no Brasil.

“Esperamos sim que, um dia, nossa plataforma possa se comunicar com os serviços de emergência. Isso seria um salto muito importante para a segurança da população LGBTQIAP+, já que sendo integrado, a chance de haver uma viatura de polícia próxima pode evitar mais rapidamente que o usuário seja vítima de qualquer tipo de violência”, finaliza Pity Sehbe.

11-01-2023 às 20:16 Jorge Jorge
De modo que o aplicativo produzido pela empresa em questão é ótimo. Deve ser louvado. Todavia, obviamente, deverá servir para todas as pessoas, independentemente da orientação afetiva. Chega a ser ridículo que se procure negar algo desse grau de clareza.
11-01-2023 às 20:10 Jorge Jorge
Quem deverá acionar esse botão? O idoso que leva o boy para seu apartamento? A transsexual que acabou de chegar do Nordeste e vem sendo explorada pela cafetina "dona da rua"? O gay afeminado que acabou de ser assaltado pelo boy na entrada do metrô República? A gay que se deentendeu com a outra gay - ciúmes do namorado - e acabou de ser por esta agredida? Todos esses casos que acabei de citar têm gays e citei envolvem gays e transsexuais envolvidos, seja como vítima,. como autor do delito. Qual, eu pergunto, é tipicamente motivado por homofobia, ou seja, por aversão à homossexualidade ou à transsexualdiade da vítima? Eu respondo: nenhum. Mas todos, claro, serão catalogados como crimes homofóbicos/transfóbicos. E isso tem um preço. E caro: a partir do momento que tudo é homofobia/transfobia, nada é. Simples assim. Agora, se não é essa a questão, então o viés é ainda pior. Estão querendo, então, me convencer que é preciso criar uma espécie de deferência ao gay, ao transsexual, bastando, para tanto, que ele seja vítima de um crime qualquer. Deferência para uma casta e o corredor frio de uma delegacia de polícia àquela moça que acabou de ser assaltada na parada de ônibus? É isso? Lógico que isso está errado, como errados, repita-se, estão todos aqueles a quem, por mera política - ainda mais a partir de agora, com as ONGs ávidas por lotar as burras de dinheiro em Brasília - interessa catalogar tudo como homofobia, apenas e tão somente pelo apequenado propósito de produzir estatística falsa.
11-01-2023 às 17:11 Rennan
Ótima iniciativa. Mas temos que tomar todas as precauções possíveis com esses 'boys' de apps. Já que o aplicativo não fará milagres para salvar quem quer que seja...
10-01-2023 às 23:52 Lucio
Na tiuria parece ser bão, mais na pratica................Boa noite.