por Redação MundoMais
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2023
O ator Nick Offerman defendeu o terceira episódio da série The Last of Us após críticas de seu foco em um casal do mesmo sexo. Em resposta a um tweet agora excluído de um usuário do Twitter, Offerman escreveu: “Amigo, sua marca de ignorância e ódio é exatamente o motivo pelo qual fazemos histórias como esta.”
Buddy, your brand of ignorance and hate is exactly why we make stories like this. ❤️🕺🏻 https://t.co/KkyZoDh1g2
— Nick Offerman (@Nick_Offerman) February 3, 2023
O episódio, intitulado “Long Long Time”, recebeu críticas mistas com algumas pessoas criticando-o devido ao romance entre dois de seus personagens, Bill e Frank. O episódio também recebeu mais críticas no IMDb do que os outros três episódios da série.
O showrunner Craig Mazin afirmou que tomou a decisão de explorar ainda mais o relacionamento entre os dois personagens para fornecer ao público uma pausa no enredo principal e mostrar como o mundo mudou com o tempo. Mazin também acredita que o episódio mudará a forma como o público vê o resto da série.
O universo LGBTQ+ do terceiro episódio
No terceiro episódio, somos apresentados inicialmente ao Bill, um homem de meia idade que se esconde no bunker de sua casa enquanto toda uma cidade no interior dos Estados Unidos é evacuada. Ele aguarda pacientemente todos deixarem a cidade para conseguir estocar alimentos e armas.
Os anos passam e Bill segue morando sozinho até que, num completo acaso do destino, ele encontra com Frank – um homem também de meia idade que se vê preso numa vala no quintal de Frank.
A interação entre os personagens se desenrola de maneira bastante natural. Primeiro, Bill acolhe Frank para uma refeição. Depois, Bill toca no piano uma música romântica para Frank, que pergunta sobre qual foi a mulher que machucou o coração de Bill. É então que ele responde que não existiu nenhuma mulher. Só aí que o interesse romântico entre os dois passa a se desenvolver. Tudo isso de uma maneira muito sensível e bonita.
"Autenticidade e representatividade são importantes e eu sinto que, como um homem gay, eu posso ser autêntico e posso defender meu ponto nesse sentido." (diretor Peter Hoar, responsável pelo 3º episódio de The Last Of Us).