por Redação MundoMais
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2023

A Coreia do Sul concedeu, pela primeira vez, o direito à cobertura conjugal no sistema de público de saúde local para um casal homoafetivo, em uma ação inédita do Tribunal Superior de Seul.
O entendimento anulou uma decisão contrária de um tribunal inferior e agora vai para o Supremo Tribunal. A decisão, realizada na última terça-feira (21), foi comemorada por ativistas LGBTQIA+ do país asiático.
O caso
So Seong-wook e Kim Yong-min casaram-se em 2019 em uma cerimônia sem validade legal, uma vez que a Coreia do Sul não reconhece oficialmente a união entre pessoas do mesmo sexo.
Em 2021, So Sung-wook processou o Serviço Nacional de Seguro de Saúde (NHIS - sigla em inglês) após os benefícios de seu companheiro, que estava registrado como dependente, serem suspensos depois de o serviço identificar que se tratava de um casal homoafetivo.
No ano passado, um tribunal de primeira instância deu razão ao órgão público, justificando que a união não era considerada legal. A reviravolta veio nesta terça-feira (21) com o entendimento do Tribunal Superior, que reverteu a decisão e ordenou que a seguradora retomasse os serviços para o parceiro de Sung-wook.
LOOK: South Korean same-sex couple So Seong-wook and Kim Yong-min attend a press conference as they file a lawsuit against the National Health Insurance Service for their dependent family status, at the Seoul Administrative Court in Seoul on Feb. 18. | 📷Jung Yeon-je / AFP pic.twitter.com/zJdW2AXHiw
— Inquirer (@inquirerdotnet) February 18, 2021