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Cientistas anunciam novo caso de cura do HIV com transplante sem mutação

Um suíço, apelidado de "Paciente de Genebra", não registrou a presença do vírus no organismo cerca de 20 meses depois da interrupção do tratamento antirretroviral; esse é o 6º caso no mundo.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 24 de Julho de 2023

Um homem na Suíça, apelidado de “Paciente de Genebra“, apresentou remissão do vírus HIV após a realização de um transplante de medula óssea. Ele se tornou a sexta pessoa no mundo a se curar da doença. O resultado foi apresentado durante na Conferência IAS sobre Ciência do HIV 2023, em Brisbane, na Austrália, na última quinta-feira (20). De acordo com o resultado, o caso do suíço apresenta uma particularidade que não aconteceu nos cinco casos anteriores, que haviam sido registados em Berlim, Londres, Dusseldorf, Nova York e no City of Hope. Nesses, os pacientes receberam um transplante de medula óssea de um doador que portava uma rara mutação genética, denominada CCR5 delta 32, que tornava as células do corpo resistentes ao HIV.

Já no caso do “Paciente de Genebra”, a medula óssea doada não possui mutação CCR5 delta 32. Dessa forma, de acordo com o resultado, as células do suíço continuam permissivas ao vírus. Porém, mesmo assim, o HIV permanece indetectável em seu organismo, cerca de 20 meses depois da interrupção do tratamento antirretroviral.

O “Paciente de Genebra” convive com o HIV desde o início da década de 1990, e fazia tratamento com antirretrovirais. Em 2018, o suíço realizou o transplante de medula para tratar de uma leucemia, e teve como consequência uma queda das células portadores do vírus. Desde 2021, ele começou a diminuir gradualmente o consumo dos medicamentos contra o HIV.

“O que está acontecendo comigo é magnífico, mágico, estamos olhando para o futuro”, afirmou o “Paciente de Genebra”. Para os cientistas, o caso suíço pode ser importante para o desenvolvimento de novas formas de combate e tratamento do vírus HIV.

“Embora este protocolo não seja transponível em larga escala devido à sua agressividade, este novo caso traz elementos inesperados sobre os mecanismos de eliminação e controle dos reservatórios virais, que serão importantes para o desenvolvimento de tratamentos curativos para o HIV”, afirmou Asier Saez-Cirion, chefe da Unidade de Reservatórios Virais e Controle Imunológico do Institut Pasteur.

25-07-2023 às 10:33 Luli
Que maravilha. Mais saúde e menos preconceito contra soropositivos
24-07-2023 às 16:24 Lola Marfí
Ki bão.
24-07-2023 às 15:36 Observador
O que acontece é que o organismo torna-se resistente a medicação e o que foi consumido já pode ter ensejado a cura! Mas o que é pouco difundido é que a formulação por soro, a exemplo de muitos fabricados pelo Butantã tem efeito superior as vacinas com vírus (supostamente) atenuados!!!