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Museu da Diversidade Sexual e Museu da Pessoa se unem para registrar histórias de LGBT+

Garantir que histórias de pessoas agênero, não binárias, assexuais e com deficiência façam parte do projeto é um dos principais objetivos do Museu da Diversidade Sexual (MDS).

por Redação MundoMais

Terça-feira, 22 de Agosto de 2023

O Museu da Diversidade Sexual, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e o Museu da Pessoa se uniram no projeto “Vivências LGBT+”, que visa ampliar a participação das pessoas LGBT+ na construção das narrativas históricas, permitindo que elas sejam enaltecidas. A parceria, oficializada em abril, acontece até o final deste ano. Durante o projeto serão registradas vivências de integrantes da comunidade LGBT+ que residem na cidade de São Paulo e na região metropolitana, levando em consideração critérios de interseccionalidade de raça/etnia, gênero, idade, classe e localização geográfica.

O foco das entrevistas serão as experiências de pessoas que se mudaram para a cidade de São Paulo, vindas de outras cidades, estados ou países, ou que tenham se mudado para outro bairro dentro da capital, seja por motivo de trabalho ou por outras razões. O processo de seleção das pessoas entrevistadas levou em consideração critérios de diversidade, como faixa etária, raça, gênero e orientação sexual-afetiva. Também foram considerados grupos que muitas vezes são invisibilizados na sigla LGBT+ (como pessoas agênero, não binárias, assexuais e pessoas com deficiência).

“Ser agente na salvaguarda das histórias e das memórias das pessoas das comunidades LGBT+ é uma das principais ações do Museu da Diversidade Sexual. Uma atuação, cuja parceria com o Museu da Pessoa, vem para somar forças”, diz Khadyg Fares, pesquisadora do Museu da Diversidade Sexual.

Seguindo a mesma narrativa que o Museu da Pessoa já faz em outros depoimentos, será desenvolvido um roteiro de forma colaborativa com o MDS, a fim de representar os objetivos do projeto e abordar questões pertinentes à comunidade LGBT+ de maneira adequada. “O projeto Vivências LGBT+ fortalece a importância de incluir diversas perspectivas e vivências na construção do conhecimento histórico, proporcionando uma representação mais rica e inclusiva da comunidade LGBT+”, afirma Lucas Torigoe, coordenador de pesquisa do Museu da Pessoa.

Em breve, as entrevistas passarão a fazer parte do acervo do Museu e poderão ser acessadas através do site. Esse projeto é viabilizado pelo Programa de Apoio à Cultura do Estado de São Paulo (ProAC 31896), realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa, e o Museu da Pessoa, com o patrocínio do Mercado Livre.

23-08-2023 às 16:34 Fill
Tá.
23-08-2023 às 13:46 Observador
Digamos que a predominância Bissexual sempre esteve presente no cotidiano dos casais: Não é de hoje que amantes de maridos são homens, também e, assim como o "selinho entre mulheres" Não ter sido "criado" pela Rita Lee e Hebe (as duas deram visibilidade ao que já vinha se tornando habitual)! Percebi foi um movimento interessante de homens trintoes começando a "decidir" pela Bissexualidade quando eu já havia passado dos 40 anos e, totalmente viris, quer buscando me penetrar ou 69! Quando se divulga a História ajuda as futuras gerações a serem elas, protagonistas, entendendo que "orientação sexual" na prática sempre foi "opção própria"! E o interessante é o desenho social que se forma: o despertar Bissexual como que traz homossexuais e heteros, tendo vida sexual em plenitude. O que ainda precisamos é de homens e mulheres sabendo entender e aceitar, maridos e esposas, quando são Bissexuais!!!