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Nany People fala sobre ser LGBT+ nos anos 80, epidemia do HIV e sua ‘primeira vez’

Entrevista de Marcelo Tas com Nany People no "Provoca", da TV Cultura, vai ao ar nesta terça (12/9), às 22h.

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 11 de Setembro de 2023

Nesta terça-feira, 12 de setembro, a TV Cultura exibe o programa “Provoca”, às 22h, com Marcelo Tas entrevistando a atriz Nany People. No bate-papo, a artista conta sobre como era ser LGBT+ nos anos 80, o surgimento da epidemia do HIV em São Paulo, como perdeu a virgindade e outras histórias.

A artista, na entrevista, conta que chegou em São Paulo aos 20 anos e, até viver de arte, foi bilheteira, bancária, camareira e passadeira de república. “Eu passava camisa de final de semana, de jovens (…) e ainda por cima fazia bico na São Caetano, na Rua das Noivas (…) a gente ia na casa da noiva, maquiava a noiva, mãe da noiva, passava o vestido da noiva e ainda chupava o irmão da noiva (…) faz tudo. Por pior que seja a cruz, tem horas que você coloca a cruz no calvário do lado, passa o gloss e faz um boquete (…) você tem que fazer isso na vida, porque senão você não vive, não dá para contar tragédia o tempo todo (…) eu fiz isso por sobrevivência”, diz Nany.

Nany também fala sobre quando foi ao psiquiatra aos dez anos de idade. “Eu li disfunção social, aí eu pensei, o que eu estou fazendo aqui? O que é disfunção social? É uma pessoa que não tem uma função social, como não? Eu faço mais do que meus amigos fazem (…) eu nunca me deixei ficar acomodada nesse local que me colocavam e eu falo muito isso intuitivamente, ninguém tem o direito de dizer qual é o seu limite”, afirma.

Em outro momento do “Provoca”, a atriz relembra como era ser gay nos anos 80, em São Paulo, com o surgimento da epidemia do HIV. “Eu perdi amigos tomando Novalgina porque não tinha o que se dar. Você ligava para alugar um apartamento, quando te viam, diziam que já estava alugado (…) era um câncer gay (…) você andava nas ruas e as pessoas diziam AIDS (…) a gente lembrava de semana ter oito velórios (…) era como se a culpa fosse você ser gay”, conta.

A humorista também conta sobre o dia que perdeu a virgindade. “Com 23 anos, em Serrania, eu tinha um bofe que eu era apaixonada a vida inteira e eu falava na república que a primeira vez vai ser assim, assim e assim, e os meus amigos de quarto falavam: ‘Você tá maluca? Isso não acontece nem com mulher, vai acontecer com viado?’ Aconteceu do jeito que eu queria (…) foi no sábado de Aleluia, no cafezal (…) até hoje eu passo lá e falo: foi aqui ó”, brinca Nany.

13-09-2023 às 11:48 Observador para Cris
Teve um tempo em que o "Armário" tinha justificativa do receio por receber um homem "por cima" e "sentir dor na penetracao"! Só que uma conversa apara arestas e podemos sim namorar até por longo período outro homem! Até percebi a "preocupação" de homens, que transei fluidamente (claro, separadamente), em entenderem que o meu prazer, proporcionaria, um melhor prazer mútuo!!!!
12-09-2023 às 16:05 Cris
Como alguém pode se dizer cristão e só ter amargura no coração???
11-09-2023 às 21:39 Crente Conservador Bolsonarista
Só pelo palavreado da pra ver que boa pessoa não é
11-09-2023 às 16:49 Creuza
Nany é um ser humano belissimo/Boa tarde.
11-09-2023 às 16:15 Observador
Ou seja, época em que transa gay era tão natural quanto a hetera: se os dois fossem cisgeneros então era um "vulcão" a cama :)
11-09-2023 às 14:59 Dany
Guerreira!