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Jornalista que ofendeu homens gays terá de cumprir medidas contra LGBTfobia

Acordo judicial prevê doação de R$ 60 mil para projetos voltados à comunidade LGBT+.

por Redação MundoMais

Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

A jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira, firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de São Paulo e evitou uma eventual condenação por homofobia após ofender quatro homens gays na capital paulista.

O acordo e questão foi homologado pelo Tribunal de Justiça no último dia 3 de junho. Como parte da decisão, a ccomunicadora terá que indenizar financeiramente as vítimas e cumprir uma série de medidas educativas voltadas ao combate à LGBTfobia.

Dentre as obrigações, está a participação em um processo de letramento sobre diversidade sexual. A jornalista deverá assistir a conteúdos sobre vivências LGBT+, gravar vídeos explicando o que aprendeu e também comparecer a uma aula presencial organizada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, em parceria com a promotoria.

O acordo também prevê apoio a projetos sociais, com a doação de kits no valor mínimo de R$ 60 mil para pessoas LGBT+ em situação de vulnerabilidade. Os episódios que deram origem ao caso aconteceram em junho de 2025.

Em um deles, Adriana Catarina foi flagrada proferindo insultos homofóbicos contra três vizinhos em Higienópolis, incluindo expressões como “boiolas depilados”, “viados que dão o c*” e a afirmação de que eles formavam uma “gaiola das loucas”. No mesmo mês, ela voltou a protagonizar outro ataque no Shopping Iguatemi, quando chamou um homem de “pobre e bicha nojenta”, tendo sido presa, mas posteriormente liberada.