por Redação MundoMais
Quinta-feira, 25 de Junho de 2026

Felipe esperava que as férias de julho fossem uma pausa. Depois de meses convivendo com bullying na escola, o plano era ficar em casa, longe dos colegas, dedicado a livros, séries e ao próprio quarto. A rotina muda quando sua mãe aceita hospedar Caio, vizinho que foi sua primeira paixão na infância, por quinze dias.
Esse é o ponto de partida de “Quinze Dias”, filme baseado no livro de Vitor Martins, em cartaz nos cinemas brasileiros desde quinta-feira, 18 de junho.
Na história, Felipe, interpretado por Miguel Lallo, é um adolescente gay e tímido que sofre gordofobia e bullying na escola. A chegada de Caio, vivido por Diego Lira, altera a dinâmica da casa e obriga o protagonista a lidar com sentimentos que ficaram suspensos desde a infância.
Débora Falabella interpreta Rita, mãe de Felipe. Fernando Caruso, Silvio Guindane e Augusto Madeira fazem participações especiais. O elenco reúne reúne inclusive o talento de Mika Soeiro, Bel Moreira, Mariana Santos, Olivia Araujo, Márcio Vito e João Pedro Chaseliov.
A direção é de Daniel Lieff. O roteiro foi escrito por Ray Tavares e Vitor Brandt. A produção é da Conspiração, com distribuição da Manequim Filmes. Renata Brandão e Juliana Capelini assinam a produção. O longa tem patrocínio master do Nubank e apoio do BNDES.
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A adaptação de “Quinze Dias” leva ao cinema uma história que já circulava entre leitores de literatura jovem adulta. Publicado pela Alt em 2017, o livro de estreia de Vitor Martins chegou a mais de 100 mil leitores ao redor do mundo, segundo informação divulgada durante o início das filmagens do longa. A obra também teve direitos vendidos para nove países e ganhou edição em inglês com o título “Here the Whole Time”.
Nos Estados Unidos, “Here the Whole Time” foi publicado pela Scholastic e recebeu reconhecimento fora do mercado brasileiro: foi um dos vencedores do prêmio Global Literature in Libraries Initiative de 2021 e finalista do Latino Book Award no mesmo ano. A chegada ao Reino Unido também marcou uma etapa relevante da trajetória internacional da obra; em 2020, O Globo informou que “Quinze Dias” seria a primeira obra de um autor sul-americano publicada pelo Hachette Children’s Group.
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