ASSINE JÁ ENTRAR

Restringir educação sexual afeta prevenção ao HIV, alerta médico

Doutor Maravilha afirma que a educação sexual não estimula o início precoce da vida sexual, mas contribui para que jovens tomem decisões mais informadas sobre autocuidado e prevenção.

por Redação MundoMais

Terça-feira, 21 de Julho de 2026

A restrição ao debate sobre sexualidade nas escolas pode dificultar o acesso de adolescentes e jovens a informações sobre prevenção ao HIV, avalia o infectologista Vinicius Borges, conhecido nas redes sociais como Doutor Maravilha. Em entrevista, durante a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, o médico afirmou que a educação sexual não estimula o início precoce da vida sexual, mas contribui para que jovens tomem decisões mais informadas sobre autocuidado e prevenção.

Borges participou de uma ação promovida pela farmacêutica Blanver no espaço, voltada ao debate sobre prevenção ao HIV e saúde sexual.

Para o médico, o fato de os jovens terem amplo acesso às redes sociais não significa que recebam informações qualificadas sobre sexualidade. “Você ter conteúdo não quer dizer que a informação vai ser captada, absorvida e colocada em prática”, disse.

O especialista criticou iniciativas que buscam restringir debates sobre sexualidade no ambiente escolar e defendeu que as escolas sejam espaços de informação e acolhimento, respeitando a faixa etária dos estudantes.

“A gente não fala de educação sexual em casa, muito menos com foco LGBT. Que pai e que mãe vão dar conselhos para o filho sobre prevenção numa relação entre dois homens, de autocuidado, de PrEP, de prevenção, de uso de camisinha? Não existe isso”, afirmou.

Segundo Borges, a dificuldade em acessar escolas para palestras e atividades educativas evidencia a resistência ao debate sobre sexualidade e a associação equivocada entre educação sexual e estímulo precoce à atividade sexual.

“Falar de prevenção não estimula a sexualidade precoce. Na verdade, empodera a pessoa a se cuidar mais”, argumentou o Doutor Maravilha.

Para ele, impedir o debate sobre sexualidade pode dificultar o acesso de adolescentes e jovens a informações fundamentais sobre autocuidado e prevenção combinada.

O alerta ocorre em um momento em que a censura escolar se tornou o principal foco dos projetos de lei anti-LGBT+ no país. A Observatória, monitor legislativo da Diadorim, mostra que propostas voltadas à restrição de conteúdos sobre diversidade sexual e de gênero no ambiente educacional responderam por 25% dos projetos apresentados em 2025 e por 33,3% das iniciativas registradas nos cinco primeiros meses de 2026.

Jovens concentram novos casos de HIV

A preocupação de Vinicius Borges com a educação sexual é reforçada pelos dados mais recentes do Ministério da Saúde. O Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, divulgado em dezembro do ano passado, mostra que pessoas de 15 a 24 anos seguem entre os grupos mais afetados pela epidemia no país.

Entre 1991 e setembro de 2025, foram registrados 175.803 casos de infecção pelo HIV nessa faixa etária, o equivalente a 25,7% de todos os casos notificados no Brasil. Ao longo da série histórica, 66% das infecções entre pessoas de 15 a 24 anos ocorreram entre indivíduos do sexo masculino.

Em 2024, homens de 20 a 29 anos responderam por 44,7% dos novos casos registrados no país. Entre adolescentes do sexo masculino de 15 a 19 anos, a proporção foi de 5,2%.

O boletim também aponta forte concentração da epidemia entre homens jovens. Na faixa de 20 a 29 anos, a razão foi de 42 homens para cada dez mulheres diagnosticadas com Aids em 2024. Entre adolescentes de 13 a 19 anos, foram 22 homens para cada dez mulheres.

Entre os homens jovens, a principal via de transmissão segue sendo a sexual, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Em 2024, essa categoria respondeu por 59,8% dos casos de Aids entre adolescentes de 13 a 19 anos e por 56% dos registros entre pessoas de 20 a 29 anos.

Apesar da alta incidência, houve redução na mortalidade. Entre 2014 e 2024, a taxa de mortalidade por Aids entre adolescentes de 15 a 19 anos caiu 57,1%.

No plano internacional, relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostra que as novas infecções pelo HIV entre jovens de 15 a 24 anos caíram 54% entre mulheres e 45% entre homens no mundo entre 2010 e 2025.

Apesar da redução, adolescentes e mulheres jovens seguem entre os grupos mais vulneráveis à epidemia. Em 2025, cerca de 160 mil mulheres de 15 a 24 anos adquiriram HIV em todo o mundo. O relatório alerta ainda que estigma, discriminação e leis punitivas continuam dificultando o acesso aos serviços de prevenção e tratamento.

A agência das Nações Unidas destaca ainda que o Brasil está entre os 54 países que se comprometeram a ampliar os investimentos públicos destinados à resposta ao HIV a partir de 2025. O país foi incluído na categoria de aumento de até 10% no financiamento doméstico e integra o grupo de nações que buscam fortalecer modelos sustentáveis de resposta à epidemia até 2030.

O documento também chama atenção para novas tecnologias de prevenção, como o lenacapavir, medicamento injetável de longa duração para PrEP (profilaxia pré-exposição), apontado como uma estratégia promissora para ampliar a proteção de grupos mais vulnerabilizados.

23-07-2026 às 04:52 Senhor Sinceridade
Esse doutor tem cara de que engole leite quente no fundo da garganta, dá pra perceber o olhar a açucarado dele.
22-07-2026 às 11:20 Jade
Educação sobre séquiço é importante? Sim! Mas.......................Depende muito da pessoa/Carater/Fogo nas partes baixas!!! Em 1999, 3 garotas da minha sala de aula estavam gravidas. Uma com 16, outra com 14, e outra..............Com apenas 13!!! A de 16, a professora perguntou......Quem é o pai fulana? E a mesma respondeu toda debochada.......Num sei próf, acho que é fulano, e caiu na gargalhada! E isso foi numa cidade do interior, chamada Macuco! Onde na época, o povo da cidade grande dizia.........As pessoas do interior são muito inocentes, pura, sem malicia...........................E eu perguntava....SERÁ MEMO!? Aqui onde moro, tem uma menina gravida de 7 meses, o pai, tem 18.............Gente, isso é um absurdo tremendo!!!! Os pais educam SIM, aconselham, e etc......! + Muitas mulecas foguentas, não respeitam os pais, terceiros, quem dira o próprio corpo!!!! Abrem as perna, pro primeiro Bói kkkkk/Maxu, bunito, saradão/Com bufunfa, ou as vezes não....Em fim...................Não se valorizam/Não se respeitam/Totalmente endiabradas/Afrontosas/Barraqueras..........A geração Z que se fala né!? Discunjuro!!! Se hoje está assim, magina daqui uns anos!? Pois é.......................Bom dia.
21-07-2026 às 22:00 Jorge Jorge
Maravilha romantiza. O que se quer, sim, é estimular sexualização em crianças. O indivíduo, aos 10 anos, achará, então, que a ele cabe amputar o pênis, porque "mulher trans". E o Estado bate o pé. Os pais são calados. Não, Maravilha. Nessa você está errado, brother. Sou veado, tanto quanto você. Talvez mais. Deixemos de ser antinaturais, amor, apenas porque a Hilton assim o deseja. Não!