por Redação MundoMais
Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026
Uma estudante transexual de 18 anos foi vítima de agressão dentro do Centro Educacional 02 de Taguatinga, tradicionalmente conhecido como Centrão, no Distrito Federal. O ataque, ocorrido na última quinta-feira (13/8), revelou uma falha de segurança na unidade: uma das autoras da agressão não é aluna da escola e invadiu o espaço utilizando o uniforme escolar emprestado pela comparsa.
Para os familiares da vítima, a dinâmica dos fatos demonstra premeditação e motivação preconceituosa. “Ela já pegou pelas costas e puxou o cabelo dela enquanto a outra discutia. Essa segunda menina nem é da escola; já foi para lá com a intenção de agredir minha irmã por ela ser quem é. Ou seja, foi transfobia”, afirmou Natália Carmo, 38 anos, irmã da jovem agredida.
Como aconteceu o ataque
O episódio ocorreu no refeitório da instituição de ensino. De acordo com o relato da família, a jovem estava lanchando quando notou que era observada pelas duas garotas. Ao se levantar para deixar o local, uma das jovens a abordou para confrontá-la pela troca de olhares. No momento da discussão, a invasora atacou a estudante pelas costas com puxões de cabelo e golpes físicos.
Após a violência, uma das agressoras gravou e publicou o registro do espancamento nas redes sociais acompanhado de frases de ódio, como “Traveco aqui leva é na cara” e declarações de que, na unidade de ensino, “traveco não se cria”. A autora ainda declarou na internet que a vítima “ia apanhar mesmo” e prometeu novos pronunciamentos sobre o caso.
Impacto e medidas adotadas
Desde o dia da agressão, a estudante não retornou às aulas devido ao abalo emocional e ao constrangimento diante da comunidade escolar. A família estuda a possibilidade de transferi-la de colégio para resguardar sua integridade física e emocional.
Procurada, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que a Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga tomou conhecimento da ocorrência e está acompanhando o caso de perto. Em nota, a pasta comunicou que a equipe gestora do CED 02 agiu prontamente para conter as agressões e que adotou medidas disciplinares e pedagógicas, incluindo a suspensão das estudantes envolvidas.