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Polícia turca detém ativistas LGBT e faz buscas em várias províncias

Gürlek, ministro da Justiça, detalhou que a operação visa "pessoas que facilitam a prostituição" e suspeitos de "produzir e difundir conteúdos obscenos a que as crianças podem ter acesso".

por Redação MundoMais

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026

A polícia turca lançou uma operação de grande escala contra associações de defesa dos direitos de homossexuais e transexuais em várias regiões, detendo uma dezena de ativistas e efetuando buscas em várias discotecas e espaços da comunidade em Istambul.

O ministro da Justiça turco, Akin Gürlek, anunciou este domingo na rede social X, citado pela Efe, que, no âmbito da operação “A minha família está segura”, foram iniciados processos judiciais contra 162 pessoas, nove associações e 13 estabelecimentos em 15 províncias do país. Gürlek detalhou que a operação visa “pessoas que facilitam a prostituição” e suspeitos de “produzir e difundir conteúdos obscenos a que as crianças podem ter acesso”.

Além disso, a operação policial investiga alegados movimentos de dinheiro de “associações LGBT e que promovem a imoralidade”, tendo sido detetado o seu financiamento através de fundos avultados por parte de organizações estrangeiras, acrescentou o ministro.

A homossexualidade é legal na Turquia desde 1858 e também é legal a mudança de sexo no registo civil após uma intervenção cirúrgica.

A associação KAOS GL, uma das mais antigas e prestigiadas da Turquia na defesa dos direitos dos homossexuais, fundada em 1994, confirmou num comunicado que os seus escritórios em Ancara foram alvo de buscas policiais e que mais de dez membros da associação foram detidos nas suas residências.

As contas nas redes sociais de numerosos ativistas foram também bloqueadas e, numa operação policial simultânea durante a madrugada, a polícia fez buscas em várias discotecas e estabelecimentos de massagens no centro de Istambul, acrescenta-se no comunicado.

Já em junho, as autoridades turcas tinham bloqueado contas de associações e ativistas pelos direitos de homossexuais e transexuais e encerrado um dos bares gay mais antigos de Istambul, além de proibirem as escalas previstas de um cruzeiro com 2.700 passageiros homossexuais.

O partido islamista AKP, que governa a Turquia desde 2002, facilitou durante a primeira década no poder o desenvolvimento de algumas liberdades cívicas, incluindo a realização anual da marcha do orgulho gay em Istambul, sempre num ambiente pacífico e festivo.

Mas proibiu tanto esta marcha como outros protestos a partir de 2015 e, desde então, intensificou o discurso contra a “imoralidade” e a “obscenidade” associada à homossexualidade, defendendo a necessidade de se “proteger a família”.

14-09-2026 às 15:47 Danny
Islamismo radical
14-09-2026 às 11:34 Comunidade Gay
A repressão lgbt na Turquia e o avanço de correntes feministas reacionárias , inclusive algumas que hostilizam homens gays , precisam ser denunciadas. No Brasil , também existe uma contradição grave: gays vítimas de homofobia não podem ser tratados como privilegiados simplesmente por serem homens. Sou contra cotas raciais e de gênero, defendo que essa política seja revista , pois nenhum critério racial e de gênero deve apagar a violência e a exclusão sofrida por pessoas LGBTs.
14-09-2026 às 10:56 André SP
O mesmo sujeito que está envolvido em casos de corrupção (rachadona). 452 milhões em liras turcas em transações de imóveis. Tentativa ou compra de Iate equivalente a 90 anos de salario dele como ministro. Mas o problema são os gays.
14-09-2026 às 10:50 André SP
E pode ter certeza que tem um pano de fundo religioso nisso.