ASSINE JÁ ENTRAR
Promocao
Promocao

Vereador é processado por exposição de criança trans em escola

MPSP acusa Isaac Antunes de participar da exposição de uma estudante trans de 11 anos, e pede retirada de publicações, além de R$ 500 mil por danos morais coletivos.

por Redação MundoMais

Terça-feira, 29 de Setembro de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou uma ação civil pública contra o vereador Isaac Dalcol Antunes (PL) por fatos relacionados à exposição de uma estudante trans de 11 anos em uma escola municipal de Ribeirão Preto, no interior paulista. A ação foi protocolada pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do município.

O caso envolve também Hagara Espresola Ramos, conhecido como “Hagara do Pão de Queijo”, que, segundo o inquérito, esteve na mesma unidade de ensino e publicou imagens da situação nas redes sociais.

Visitas à escola e exposição da estudante

De acordo com os elementos reunidos pelo MPSP, Antunes e Hagara estiveram na Escola Municipal Anísio Teixeira nos dias 20 e 26 de março de 2026, após tomarem conhecimento de que uma estudante trans utilizava o banheiro feminino da instituição.

Na primeira visita, segundo a Promotoria, Hagara teria questionado a direção sobre qual banheiro era utilizado pelo estudante e, diante de servidores e alunos, perguntado aos coordenadores sobre o órgão genital da criança.

O Ministério Público sustenta que a situação acabou sendo transformada em conteúdo para redes sociais e que Hagara teria buscado notoriedade política com a divulgação das imagens. Segundo a investigação, as publicações alcançaram mais de 1 milhão de compartilhamentos.

O promotor Moacir Tonani Junior afirma na ação que, após a repercussão, Hagara teria enviado uma espiga de milho à diretora da escola como uma espécie de agradecimento pela marca alcançada nas redes sociais.

Vereador também foi à escola

Após a repercussão dos vídeos, Isaac Antunes também esteve na unidade escolar, em 26 de março.

Segundo o MPSP, naquele momento havia estudantes confeccionando cartazes de apoio à colega trans, com mensagens como “seja quem você é, ame quem você quiser” e “ninguém deveria ter medo de ver como você é”.

De acordo com o inquérito, Antunes questionou os estudantes sobre a produção dos cartazes. A Promotoria relata que o parlamentar teria feito comentários depreciativos sobre os alunos e dito que eles deveriam “tão somente estudar”.

Outra publicação sobre o caso afirma que, segundo elementos reunidos no inquérito, parte dos cartazes teria sido rasgada e que alguns estudantes ficaram assustados e constrangidos, levando a escola a chamar os responsáveis.

MPSP aponta aumento de conflitos na escola

Para a Promotoria, os episódios contribuíram para transformar o ambiente escolar, que anteriormente não apresentava conflitos relacionados ao uso do banheiro pela estudante, em um espaço de “perseguição e de discriminação”.

O inquérito aponta ainda que, depois dos episódios e da repercussão dos vídeos, a estudante trans teria deixado de frequentar a escola, passado a se isolar e sofrido agressões. O MPSP também relata aumento de episódios envolvendo outros estudantes homossexuais.

A diretora teria relatado à Promotoria que, antes das visitas e da divulgação dos vídeos, a utilização do banheiro feminino pela estudante não havia provocado problemas na comunidade escolar.

Justiça já havia proibido Hagara de entrar em escolas

Antes da nova ação envolvendo Isaac Antunes, a Justiça de Ribeirão Preto já havia concedido uma liminar contra Hagara Espresola Ramos, impedindo sua entrada em escolas municipais sem autorização prévia e a realização de filmagens, gravações ou entrevistas que expusessem crianças e adolescentes a situações vexatórias. A decisão foi concedida em abril, em ação movida pelo Município de Ribeirão Preto.

MPSP pede retirada dos vídeos e indenização de R$ 500 mil

Na ação civil pública contra Isaac Antunes, o Ministério Público pede, em caráter liminar, a retirada das publicações relacionadas aos fatos das redes sociais e que o vereador se abstenha de divulgar novos conteúdos considerados discriminatórios.

No mérito, a Promotoria requer ainda a condenação do parlamentar ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Segundo o MPSP, o valor deverá ser destinado ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.

A ação civil pública representa um pedido do Ministério Público à Justiça e não significa, por si só, que Isaac Antunes tenha sido condenado. O processo ainda deverá tramitar judicialmente.

Parlamentar não respondeu

A reportagem procurou Isaac Antunes para obter seu posicionamento sobre a ação e as acusações apresentadas pelo Ministério Público, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação do vereador.

29-09-2026 às 19:20 O Último Voo do Boy
Diz defender a família , mas invade a privacidade da família dos outros. Crianças e adolescentes estão sob a responsabilidade de seus pais ou responsáveis , dentro dos limites da lei. Vereador não é tutor, pai, responsável nem fiscal da vida privada dos filhos alheios. Pode discordar de ideias e defender suas convicções , mas não tem licença para fuçar, expor ou constranger uma criança e transformar sua intimidade em pauta política.
29-09-2026 às 16:38 #
Caraco..............500 mil cruzero de dinhero é muita bufunfa!
29-09-2026 às 16:13 Senhor Sinceridade
Perai alguém com 11 anos pode se declarar trans?!