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Mauro Sousa planeja casamento civil após união estável e 19 anos com o marido

Filho de Mauricio de Sousa quer se valer da garantia constitucional da união homoafetiva.

por Redação MundoMais

Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026

Mauro Sousa revelou que conversou com Rafael Piccin sobre a possibilidade de oficializar no civil a união de 19 anos e transformar a união estável em casamento. O filho de Mauricio de Sousa expliou que a decisão vem do receio de perderem direitos como casal. ele afirmou que a discussão ganhou urgência diante do cenário político atual e da preocupação com os direitos de casais homoafetivos.

A manifestação de Mauro aconteceu após cobranças nas redes sociais para que ele apresentasse um posicionamento político nas Eleições 2026. Após a apuração do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para a segunda etapa da disputa presidencial.

Mauro Sousa está com crise de ansiedade

Em uma publicação no Instagram, Mauro explicou que a conversa com Rafael ocorreu após ele perceber uma preocupação que, até então, não fazia parte da rotina do casal. O executivo afirmou que os dois passaram a considerar o casamento civil como uma forma de formalizar a relação de 19 anos.

“Ontem, eu e o Rafa, meu marido, com quem estou há 19 anos, conversamos sobre a urgência e a necessidade de transformarmos nosso regime de união estável em casamento. Porque, pela primeira vez na vida, sentimos medo de perder os nossos direitos como casal”, contou o ator logo de cara.

Mauro beijou marido em vídeo

“Eu estou com crises de ansiedade como nunca tive antes, que inclusive refletem fisicamente em tremedeiras, gastrite e uma feição muito, muito mais cansada, que é visível a qualquer olhada no espelho. Estou tomando remédios e fazendo o que posso para manter a saúde mental equilibrada”, ele afirmou em seguida.

Pressão do público

O ator então falou da pressão do público: “Ao mesmo tempo, eu senti a autopressão por um posicionamento público como a minha contribuição de cidadão para uma tentativa de mobilização social contra o risco iminente de se perder tudo aquilo que, depois de tantos anos, foi conquistado. Mas eu sabia também que, ao fazer qualquer postagem, eu poderia abalar ainda mais a minha estrutura, que já estava — e ainda está — extremamente fragilizada. Afinal, eu ia cutucar o vespeiro com espeto”.

“E aí veio a principal pergunta: será que me silenciar seria a maneira mais eficiente de me proteger? Será que ficar quieto seria a melhor forma de me curar? E eu cheguei à conclusão de que não. Talvez, para mim, seja justamente o contrário. Expressar, colocar para fora as minhas angústias e os meus medos pode me fazer melhor do que guardar tudo isso dentro de mim, deixando que se acumule e apodreça como uma relação tóxica comigo mesmo”, analisou.

Ameaças sofridas

Mauro Sousa entçao comentou ameaças recebidas anteriormente: “Há pouco mais de quatro anos, quando eu fazia posicionamentos muito mais explícitos e intensos nas minhas redes sociais, eu me lembro da quantidade de ataques que recebia diariamente. Eram mensagens muito pesadas, do tipo: ‘Se eu te vir na rua, vou te espancar com arame farpado’. Aquilo, claro, me abalou profundamente na época.

“Mas, mesmo assim, eu continuei fazendo meus conteúdos, continuei me expressando, porque eu sabia que a estratégia do opressor era justamente essa: me fazer sentir medo. E, se eu me silencio, qual é o discurso que vai circular? Então, eu resolvi arriscar este post. Não pelos outros, mas por mim, com o intuito de tentar criar uma espécie de corrente de força e acolhimento para quem se identifica comigo”, reforçou.

“Eu não acho que demonstrar minhas fragilidades vá conscientizar quem aplaude o circo pegando fogo e relativiza o absurdo enquanto come pipoca com azeite. Mas, às vezes, saber que não estamos sozinhos pode fazer uma diferença gigantesca nas nossas vidas — principalmente neste momento sensível. Por isso, estou com vocês. E sempre nos defenderei por aqui, em qualquer lugar e nas urnas”, concluiu Mauro Sousa, por fim.